Sobre o blog


Posso dizer que esse blog é uma promessa de muito tempo. Começou com um mural (ou melhor dizendo um "Moural da LôCarol") e terminou como toda boa coisa termina: em tragadas. ("Sei lá Mô") by Min


Eu


Moura

19 anos, estudante de jornalismo, desiludido com a história do diploma, com mais dúvidas do que certezas, com um blog abandonado (no caso este). Ou seja mais um cara normal, que as vezes tem uma idiotice ou outra pra falar/escrever... E os créditos para este layout é TODO e eu disse TODO da Carol (Culpa da aula do Alves).

Valverde

Esse é o cara mais chato com quem eu convivo por quase 24 horas por dia... Salvo durante a noite. A manhã é toda com ele a tarde também e mais a noite na faculdade. Ou seja, eu sei bem quem ele é e vice-versa. Mas mesmo com os altos e baixos no fundo no fundo eu o amo, LÁ NO FUNDO. Agora ele vai escrever por aqui também, ou seja, pelo menos alguém vai escrever aqui. Go Green! E os créditos para este layout é TODO e eu disse TODO da Carol (Culpa da aula do Alves).


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terça-feira, 24 de março de 2009 às 01:38


Blusão Roxo



Eu não iria postar este texto aqui mas, enquanto eu vadiava para não fazer o trabalho do Alves, passeando pela internet achei o Blusão Roxo o qual havia imaginado para fazer o conto. Esse conto foi escrito para um exercício de uma aula de LPO onde estudamos o conto Fita Verde no Cabelo de Guimarães Rosa, e estudávamos a intertextualidade entre o texto do Guimarães Rosa e o conto de Chapeuzinho Vermelho (se você acha que eu vou transcrever aqui o texto do Guimarães Rosa pode ir retirando seu pequeno equino da precipitação pluviométrica) e de posse desse conhecimento, deveríamos criar um conto baseado em um outro conto-de-fadas. Como eu não tenho absolutamente nenhuma criatividade me apossei de Chapeuzinho Vermelho a própria e criei um novo. Só que, no dia eu estava com uma pressa absurda para fazer o maldito texto e, como sempre, inspiração para escrever zero. Fiquei na primeira frase por volta de duas horas, quando de um rompante me vem a mente o conto completo e eu saí dando com os dedos no teclado e saiu isso. E leiam com calma, pois é DRAMA DRAMA DRAMA... Quando dei por mim o texto estava pronto e (eu achei) ok. Segundo minha mãe está ótimo, minha avó disse que eu deveria publicar. (¬¬) 

Abaixo, o blusão mencionado e o (testículo / piada infame) pequeno texto.



Blusão Roxo

Havia um aldeota, maior que qualquer aldeota que você possa conhecer, chamada São Paulo, onde crianças ricas brincavam em seus condomínios fechados sob a atenta supervisão de suas babás e as pobres brincavam na lama. Nessa aldeota morava Blusão Roxo, uma jovem garota, nem rica nem pobre, assim conhecida por não tirar seu blusão de cor roxa, fizesse chuva ou sol.  Em sua aldeota de concreto viviam muitas, muitas pessoas, das quais, poucas, Blusão Roxo de fato conhecia. As pessoas das quais a ela eram estranhas, sua mãe já a havia avisado para não conversar, porém, Blusão Roxo dizia poder fazer várias coisas ao mesmo tempo, ela apenas ignorava uma das coisas por algum momento e com certeza em todos os que sua mãe a aconselhou, esta foi a escolhida para se ignorar.

Certo dia sua mãe pediu para que fosse até a casa de sua avó, buscar o molde para um vestido novo que sua mãe faria. E mais uma vez a aconselhou sobre algo que Blusão Roxo já não poderia se lembrar, e assim, puxando o zíper de seu blusão até em cima saiu para a liberdade das ruas, sem olhar para trás. Enquanto caminhava olhava para todos os lados embevecida pela beleza estonteante de sua aldeia. Assim seguiu seu caminho para a casa de sua avó que ficava bem distante, separada de sua casa por avenidas e ruas apinhadas de selvagens. Nesse momento, para atravessar a selvageria, Blusão Roxo teria de pegar uma condução que iria de uma ponta a outra, porem distraída como estava pela beleza da aldeia Blusão Roxo entra na condução errada que para e a deixa no meio da selvageria. Perdida e sem conhecer ninguém Blusão Roxo começa a chorar, quando um carro para por perto e pergunta se a pode ajudar. Neste momento a voz de sua mãe ecoa por sua cabeça dizendo algo que Blusão Roxo não podia reconhecer. Agradecendo a Deus a ajuda do “bom homem” entra no carro, dizendo onde era a casa de sua avó perdendo-se assim dentro de sua aldeia, para nunca mais retornar ao seio dos seus.

Hoje, Blusão Roxo é uma mulher adulta, soropositivo e infeliz, morando em algum país da Europa, falando pouco ou nada da língua, traficada para prostituição. Sem saber onde errou e como a situação atual se deu em sua vida, lembra-se apenas da imagem de sua mãe dizendo coisas que ela já não se lembra mais, na verdade, ela acha que nunca soube realmente o que sua mãe disse, mãe essa que por não escutar, nunca mais a viu. A única lembrança de sua infância perdida fica pendurada em um cabide em seu quarto, seu puído e velho blusão roxo.

Agora chega né...

Cansei novamente.

You know you love me.

XOXO


Tragado por Anônimo que teve 2 Comentários